sábado, 13 de fevereiro de 2010

Esperança


Abro os olhos, ainda não acostumados com a claridade.
Vem meu sofrimento, amigo de horas diversas.
Vêm os pensamentos, aqueles que tanto me atormentam.
E eu, que já tomo isso como normal, nem imagino o que é vontade de viver.
Nem imagino o que seja a felicidade que não momentânea
Nunca provei a liberdade de acordar sem ter vontade de fechar os olhos para sempre
Nem de dormir que não para fugir do mundo de verdade
Nem de amar profundamente tudo que me cerca
Talvez nunca chegue a saber.
Do que me vale então viver?
Do que me vale criar esperanças?
O que eu ganharei me torturando dessa maneira?
Cada vez perco mais
Cada dia é mais dor
No entanto, cada dia vivido é um a menos.
Então vou vivendo os que me restam
Na esperança de um dia que realmente valha a pena

Um comentário:

  1. o sentifo da vida é ver o sol nascer deitado no topo de um arranha-céu, com os pensamentos cobertos de LSD.


    I dare you to find me

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