O sol se põe, mais uma noite nasce. A solidão vem com ela, abrindo-me os olhos para a cidade vazia. Todos se vão, vão se juntar aos seus amados companheiros. Sobram os loucos, os poetas, os sozinhos, os poetas loucos e sozinhos. Talvez saiam a perambular pelo cinza, tão frio e convidativo. Podem romancear sua insônia com lágrimas de amor sem amante, ou ódio generalizado. Ou podem escrever sem se preocupar com quem vai ler, mas se arrependendo de não ter chorado águas socializáveis para compartilha-las pela manhã. Podem, ainda, cansar-se da rotina e fazer uma orgia de pílulas, giletes, cordas e revólveres; acordando com ressaca moral ou não acordando...
A lua se põe, mais um dia nasce. Os poetas, loucos, sozinhos e acompanhados voltam a ser não criaturas noturnas, individuais e fascinantes; mas apenas pessoas. Vampiros que morrer com cada sol e renascem com cada escuridão.
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Bacana o lugar aqui!
ResponderExcluirVoltarei mais vezes.!
Bom fim de semana!